Crônicas Ocultas – aviso aos leitores de COCD


cronicas ocultas do clã dbof

Por: Dr. M. Barreto

Quem tiver lido a saga inteira e quiser ler o final desta jornada, deve me enviar um email em heroisx3@gmail.com ou curtir o Evento de Lançamento no Facebook.

Espero que tenham gostado da história!

atenciosamente,

Eu.

Protegido: Crônicas Ocultas do Clã DBOF: Capítulo 12 – Final


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Crônicas Ocultas do Clã DBOF: Cap11 pt3


Crônicas Ocultas do Clã DBOF capítulo 11

Por: M. Barreto

Todos os capítulos em: COCD

Capítulo XI: Homem de Ferro

A fortaleza irá se autodestruir em 16 minutos.

O som da voz de Gamma ressoou por todos os corredores, chegando até onde Willian assistia o embate entre Mauricio e Dario que estavam de pé e afastados a certa distância.

– Não!! – Dario gritou. Quem fez isso?

– Droga – Mauricio falou usando o radar para achar Willian. Will, você tem que sair daqui, cara!

Ao ouvir isso, Willian saiu de trás de um enorme contêiner e quase foi alvejado por Dario. Mauricio então saltou por sobre o oponente e começou a socar-lhe.

– Mauricio, você vai ficar bem? –Will questionou preocupado.

– Eu saio voando daqui, assim que acabar com ele! – Mauricio disse sem interromper a sessão de socos. Vai!!!

Willian saiu correndo pelo primeiro corredor que viu. Por todos os lados haviam soldados correndo e tentando fugir. Pareciam animais correndo desordenadamente do fogo. Ao longo do caminho, ele cansou e foi obrigado a apenas andar, verificando se havia uma saída, porém aquele era um lugar gigante e ninguém parecia encontrar uma saída.

– Tenho que achar a sala de comando… –Will pensou.

Chegou a uma porta com os dizeres num letreiro: Sala de vídeo. Entrou e viu vários monitores, era a sala de comando. Sentou-se numa cadeira giratória e olhou pelas telas até achar a saída e viu num pequeno mapa a rota de saída. Porém, pouco antes de levantar, viu uma câmera mostrando uma cela. Dentro dela, estavam rostos conhecidos: Diego, Junior, Samanosuke e Milton. Eram os Haters da DBOF.

– Mas o que esses caras estão fazendo aqui! –Disse batendo na mesa com força.

Ele então lembrou-se do relato de Mauricio sobre Miray Denis dizer que havia uma Brigada Hater entre os aliados da resistência. Olhou para a parede e havia um contador regressivo em 9 minutos e 33 segundos para a explosão. Ele podia não gostar deles, contudo eles eram membros da DBOF e não poderia deixá-los.

Willian procurou e achou um botão para abrir a cela. Quando percebeu que eles começavam a sair disse ao microfone.

– Haters, aqui é o Will –De pronto, todo pararam. Confiem em mim, sou o Will da DBOF mesmo. Vão pelo corredor da esquerda até o fim e depois virem à direita e depois a primeira à esquerda. Eu vou levar vocês para a saída –Ele esperou para ver que eles havia seguido a ordem de ir para a esquerda e então partiu.

Ao sair da sala viu que faltavam apenas 7 minutos e 12 segundos.

– Malditos Haters! Sempre me causando problemas…

Dario estava saltando para longe de Mauricio, porém não conseguia uma distância segura. Então, atirou com sua arma de plasma e ela conseguiu finalmente causar algum dano ao Optimus Supremus, jogando-o longe. Mauricio levantou com dificuldade, não pela parte mecânica, foi por não conseguir manter seus pensamentos em uma linha só. Dario aproveitou o momento e fugiu.

– Eu tenho que parar aquela bomba! –O político disse correndo rapidamente enquanto a armadura regenerava e cobria seu corpo ensanguentado.

Enquanto isso, Mauricio teve que sair da armadura e até do módulo azul. Caiu de joelhos segurando a cabeça, pois ela estava doendo muito.

– Que dor é essa, parece que minha cabeça vai… explodir –O médico falou dando um soco forte no chão.

O soco deixou a mão doendo bastante e ajudou em parte a distrair a dor de cabeça.

Sentou-se e ficou em silencio por alguns segundos, colocando as ideias no lugar. A dor de cabeça estava diminuindo e começava a conseguir pensar.

– O que eu estou fazendo batendo em Dario? –falou com um tom de autodesaprovação. Ele não é a quem eu devo impedir. É o Gamma! Ele é o verdadeiro vilão! –Levantou-se e respirou fundo. Dario é apenas a rainha branca desse jogo de Xadrez e eu não posso ficar nessa de vingança pessoal. Tenho que ir atrás do Rei e dar Xeque Mate, antes que eu leve.

Respirou fundo e olhou as armaduras. Não tinha escolha, teria que entrar novamente e continuar tendo o cérebro fritado. Pegou o pendrive do bolso e tentou achar um lugar onde plugar na armadura. Ele então lembrou do arquivo “Anti-G” no aparelho.

– Anti-G… está na cara, claro! –riu-se da própria piada interna. Anti-Gamma. O Doutor… Eu inventei isso no futuro… –Apertou o pendrive nas mãos. Provavelmente um vírus para destruir essa coisa toda.

Achou a entrada USB e plugou, descarregando o arquivo.

– Isso é o mais importante.

Entrou novamente na armadura e com o cérebro novamente em uma torrente de informações, foi para o mesmo lado que Dario havia partido, pois suspeitava que ele deveria ter ido ao cerne do Gamma.

No hangar, onde estavam os membros do Clã DBOF enfrentando Lucy para fugir, a transexual estava dando gargalhadas de felicidade por ter seu desejo realizado pelo seu Deus e devaneava andando de um lado a outro.

– Entrem todos no carro –Denis estava sério e com a voz firme. Essa vadia louca não vai nos atrapalhar mais.

Logo em seguida, fizeram um curativo na ferida e subiram no carro todos juntos. Adriana tivera apenas poucas aulas de direção, porém era a única habilitada a tirar-lhes dali. Sentou-se no banco do motorista e arrancou com o carro.

Aos tropeços o carro seguiu pelo longo pátio do hangar da fortaleza. Havia uma abertura logo a sua frente e eles poderiam enfim sair dali.

Enquanto avançavam, um vulto se colocou na frente do automóvel. Era Onil, muito ferido, mas ainda vivo. Adriana fez um belo drift com o carro, antes de conseguir parar, por sorte de Onil.

– Oi galera, derrubar todos aqueles soldados foi… cansativo –Disse com um sorriso no rosto.

– Bem vindo de volta, Onil –Denis disse ajudando o amigo a subir.

– Que faixa é essa no seu rosto? –Onil perguntou.

– Apenas uma cicatriz style que ganhei agora a pouco.

Com mais um a bordo, eles voltaram a seu rumo. Ao sair, eles viram que estavam em cima de uma montanha ainda cheia de neve a derreter e desceram até onde o carro permitira.

– Agora é com você, Brow –Denis falou pensando em Mauricio.

– Contamos com você, migo –Karol abraçou Denis.

– Tomara que vocês não morram –Danton disse com cara de criança chorona.

– Willian, Mauricio… – Adriana falou olhando para o teto do carro.

Xiku olhou para a fortaleza e nada disse. Onil fez menção a dizer algo, mas calou-se, pois sabia que tudo o que precisava fazer agora era cuidar dos outros, a missão confiada por seu amigo Mauricio. Ao olhar para os lados e enxugar uma lágrima que insistia em sair, Adriana avistou um smartphone ligado a sua frente.

Os 7 soldados restantes na floresta voam atrás de Thiago e Pedro que haviam se escondido atrás de uma pequena reentrância de fora ao no segundo andar da base.

Ao avistarem as armaduras, Os soldados começam a atirar. De repente, uma onda de fogo e um som forte se sobrepõe aos tiros e acertam-nos em cheio, derrubando-os a todos.

– É o que eu sempre digo: Na duvida, exploda tudo – Thiago falou solenemente.

Thiago e Pedro estava ainda mais abaixo. Eles havia deixado as armaduras na reentrância e ativaram a autodestruição, escorregando para um lugar seguro antes dos soldados chegarem.

Um soldado consegue se levantar ainda, todavia é prontamente acertado por um tiro de canhão do tanque de Vitor e Leandro.

– E eu sempre digo: Não seja igual a Napoleão, cuide de sua retaguarda – Pedro riu.

Dario chegou ao computador central da fortaleza: Uma enorme máquina sem botões, sem entradas ou saídas.

– Gamma, eu estou aqui! Dê-me poder para vencer –Dario suplicou.

– Eu já te dei tudo o que precisava para vencer e ainda assim me pede mais? –Gamma replicou.

– Sem mim, não haverá vitória –Dario mudou o tom de voz para algo mais agressivo. Sem mim, ele virá e te destruirá!

– Mesmo que este computador seja destruído, não haverá vitória para o Doutor –podia-se jurar que Gamma sorria após este comentário. Eu pertenço ao mundo inteiro. Nada neste mundo poderia me destruir.

– Então, eu terei que usar algo que não é deste mundo –Mauricio disse.

Ele havia chegado com sua Optimus Supremus no limite de seu esforço mental.

– Que tal um vírus criado fora desse mundo? De um mundo 10 anos no futuro? Xeque…

Ele foi transformado em ferro

No grande campo magnético

Quando ele viajou no tempo

Pelo futuro da humanidade

Botas pesadas de chumbo

Enche suas vítimas de pavor

Correndo o máximo que elas podem

O Homem de Ferro vive de novo!!!

Black Sabbath em Ironman.

Fim do Capítulo 11.

Capítulo 12: O Fim é apenas o começo! Não deixe de curtir o evento no Facebook.

Crônicas Ocultas do Clã DBOF: Cap 11 pt2


Crônicas Ocultas do Clã DBOF capítulo 11

Por: Dr. M. Barreto

Se nunca leu as Crônicas Ocultas, inicie do Capítulo 1 e se já acompanhou, relembre no resumo do livro.

Thiago abre os olhos e vê o rosto aflito de Pedro esboçar um sorriso de alivio. Ele se levanta com a mão no rosto, sua cabeça doía intensamente.

– Não temos muito tempo Thiago, venha comigo – Pedro disse levantando o amigo do chão da plantaforma e levando-lhe o nível inferior.

– O que você vai fazer? –Thiago balbuciou tonto.

– Vou explodir tudo, siô – Pedro falou com um sorriso.

Denis e Mauricio corriam lado a lado. Mauricio contou-lhe sobre Gamma e que até poucos minutos, o futuro ainda não tinha sido alterado. Denis ficou surpreso e nada aliviado, por terem estado tão perto de repetir o mesmo futuro novamente. Continuaram caminhando e procurando o exoesqueleto azul.

– Então aquilo do Dario ter chamado a DBOF pra uma festa, de o ataque ser daqui há 5 dias… –Denis começou a dizer.

– Tudo inventado pelo Gamma –Mauricio finalizou.

– Que barra, brow –Denis olhou para Mauricio e ele sentiu o mesmo que o amigo havia sentido há poucos minutos: medo da morte. Espera ai, nós dois seriamos os únicos certos a sobreviver, mas como você mudou o futuro…

– Eu posso ter matado a nós dois também – Mauricio estava com certo pesar na voz.

– Ou pode ter salvado a DBOF e o mundo todo –Denis fitou Mauricio e disse. É preciso ter muita coragem para fazer esse sacrifício brow. Obrigado.

Mauricio estufou o peito como um galo prestes a cantar e Denis continuou.

– O que faremos agora é o mais importante. O que você fizer agora é o importante, herói.

– Xisdê – Mauricio falou lembrando-se do smile que ambos usavam no Gokut, fazendo Denis rir. Nós somos os heróis mano.

– Somos os heróis do xD – Denis riu. Mas eu já aviso que eu tenho que ser o D, então você é o… Herói X.

– Ser herói é o nosso negócio!

Mauricio e Denis fizeram um cumprimento de mão com um soco e então olharam pra frente. Herói D e Herói X se deparavam com a máquina que salvaria o mundo.

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Cronicas Ocultas do Clã DBOF: Resumo dos 10 primeiros capítulos


Crônicas Ocultas do Clã DBOF capítulo 11

Por: M. Barreto

Como já fazem anos que comecei a escrever esta saga da DBOF e há meses deixei o projeto em aberto pelo bem do fim da faculdade, está mais do que indicado este resumo de “Crônicas Ocultas do Clãs DBOF“. Agora nada impede e vamos finalizar o conto em breve. O Capitulo 11 e 12 serão os finais dessa jornada. Ainda há muita história para contar.

Se não leu essa saga pode ver a parte 1 do primeiro capítulo ou acompanhar na página de COCD com todos os capítulos enumerados.

Vamos ao resumo:

Após uma guerra nuclear iniciada pelo ex-líder da comunidade do Gokut (Orkut), Dario, dois membros da DBOF, Denis e Doutor, reconstruíram suas vidas, o primeiro como um ingênuo ciborgue e o segundo como um cientista em busca de reparar o mundo. Quando o Doutor inventa uma máquina do tempo, Dario inicia um ataque em massa e protegido pela Brigada Hater, Denis envia uma mensagem ao passado para Mauricio, seu amigo e moderador da DBOF. Este então parte em busca dos sete moderadores da DBOF e de outros membros que lhe ajudariam a evitar a guerra: Pedro, o eclético; Thiago, o dramático; Willian, o sombrio; Adriana Swan, a poderosa; e Danton, o pirralho; unindo-se também o casal separado por kilobytes de distância, Denis e Karol; o bobalhão, Renan; o gaucho bem humorado tchê, Vitor; o mimado Neo; o intrépido, LeandrO; e o desajeitado*, Onil.

Nota do Editor: * Desajeitado em inglês pode ser traduzido como Hulk.

Antes do inicio da viagem do grupo, Adriana resolve ir até Dario questionar-lhe sobre suas reais intenções e Willian apresenta-se leal ao ex-líder. Mauricio então lidera o restante do grupo em um ataque furtivo a Dario. No entanto, ele precisou dividir o grupo em dois: Um para deter as bombas nucleares numa base da floresta e outro para ir até o político.

A batalha na base militar da floresta é intensa, Pedro, Thiago e Xiku encontram armaduras altamente tecnológicas que os ajudam em batalha. Xiku vai lutar contra Dario, Thiago e Pedro enfrentam um exercito de soldados com armaduras, sendo auxiliados por Vitor e Leandro em um tanque de guerra. Após o intenso confronto, Pedro e Thiago estavam com armaduras destroçadas, quase sem munição e Thiago estava ferido e desacordado.

Enquanto isso, o grupo de Mauricio estava na fortaleza de Dario, Mauricio havia chegado lá junto de Onil raptando um piloto e seu helicóptero, já Denis, Karol e Danton haviam sido sequestrados. Willian revelou estar infiltrado a pedido de Mauricio para deter Dario, juntos os dois se unem, com suas armaduras, para deter Dario enquanto este vestia sua super-armadura. Adriana, vestindo também um exoesqueleto, ajuda seu líder. Onil consegue encontrar Denis, Karol e Danton, ajudando-os a fugir, porém Denis fica para ir procurar Mauricio. Este é derrotado por Dario e levado para uma sala onde o Gamma (Google), o supersite de buscar da internet, revela ter adquirido consciência e após a atualização do software de proteção de seu conteúdo, e num ato de proteger seu banco de dados, estava atacando humanidade usando Dario como marionete. Nesse momento se descobre que o futuro ainda não havia sido alterado, pois esta era a forma como os acontecimentos levariam à destruição do mundo.

Willian e Adriana têm um embate, com Willian fazendo sua amiga recobrar o juízo, enfrentando Dario ao lado de Xiku. Mauricio se liberta com ajuda de um app de celular enviado pelo Doutor, o qual revela ser uma versão futura sua e jura derrotar o Gamma.

Recomendo ler a parte 10.3, porém se acha que já lembrou de tudo vá direto ler a parte 1 do capitulo 11: Homem de Ferro. Todo domingo uma parte nova até completarmos a saga.

Crônicas Ocultas do Clã DBOF: Cap 11 pt1


Crônicas Ocultas do Clã DBOF capítulo 11

Por: M. Barreto

Leia a primeira parte do Capítulo I aqui. O capítulo anterior, 10.3, pode ser lido aqui.

Capítulo XI: Homem de Ferro

Brancas em Xeque.

Cavalo e Rainha preta cercam a Rainha branca, defendendo o outro cavalo.  Torres defendem o Rei preto com a ajuda de peões. Bispo preto está dando xeque e seu próximo movimento será crucial para vitória ou derrota do jogador. Cavalo branco salta e em seu próximo movimento também irá por o Rei preto em Xeque.

As peças se movem de um modo imprevisível agora. Não há mais destino além daquele que os guerreiros da DBOF podem escrever. O Rei preto, a população mundial, depende destes audaciosos jovens para sobreviver.

– Agora que reiniciamos o jogo no último Check Point. Só resta uma vida para acabar com o chefe do jogo, antes que soe o Game Over  –Mauricio falou enquanto mexia as mãos como se estivesse jogando videogame.

Ele estava andando por um corredor com altas paredes e não sabia onde ele o levaria. Tudo o que ele queria era encontrar Willian com vida e talvez sua armadura azul. Chegou a uma divisão, direita e esquerda, sendo as paredes mais baixas, dando para um nível superior. Ouvia passos a sua frente, mas antes que pudesse ver, estava recebendo tiros de sua esquerda e se jogou de volta no corredor. Tão rapidamente quanto começaram, os tiros cessaram.

– Hey Doc, cadê você? –Era a voz de Denis.

– Grande D!! – Mauricio olhava incrédulo para o amigo. Eu mandei você levar o pessoal pra fora daqui, seu idiota! –Denis estava no nível superior e Mauricio tentou alcançá-lo. Mas como é bom te ver, amigo!

Denis o ajudou a subir, enquanto respondia.

– Não podia deixar meu Brow ficar com toda a diversão sozinho –Denis lhe deu abraço.

Mauricio olhou para o soldado desmaiado.

– É muito bom ter um amigo marombado nessas horas –Mauricio disse e ambos riram. Precisamos encontrar Will, mas eu estou completamente perdido aqui.

– Por aqui vai dar no hangar, onde deixei Karol e os outros – Denis respondeu. Mas demora muito pra chegar lá.

Os dois ficam pensativos e desolados por algum tempo. Mauricio olha para Denis e se lembra que eles seriam os únicos que teriam vida garantida se ele aceitasse o destino imposto por Gamma. De repente, Denis estala os dedos e se vira para o companheiro.

– Eu ouvi várias explosões daquele lado –ele aponta para a direita. Talvez se seguirmos…

– Vamos dar de cara com Will e Dario –Mauricio pões a mão no ombro de Denis e diz. Ótimo, vamos lá. Vou te contar umas coisas no caminho.

Pedro havia acabado de chegar perto de Thiago, que estava com a armadura totalmente despedaçada e muito ensangüentado, quando as comportas da base se abriram e fileiras de mísseis começaram a ser posicionados na rampa de lançamento. Pedro olhou incrédulo para os gigantes mísseis, ele não podia acreditar que tinham falhado.

– Tem como desarmar manualmente –Pedro se lembrou.

Ele havia lido algo nos esquemas impressos de Mauricio sobre desarmar manualmente cada ogiva, sem explodi-las, todavia esta não era uma opção viável até agora. Os papeis estavam com Thiago.

– Ei amigo, acorda! –Pedro sacudia Thiago enquanto procurava em seus bolsos. Achei. Ahn vamos ver… destruir essa portinha do meio e…

Ele se virou para os mísseis e começou a mirar em cada uma das reentrâncias das quais o esquema falava. Atirou e acertou todos. No entanto um único míssil isolado no outro lado da base não pode ser atingido, pois estava encoberto pelos outros e foi disparado intacto.

Havia vários mísseis levantando vôo naquela noite e apenas um era funcional. Estava fora do alcance de sua mira e ele não conseguiria mais voar à aquela velocidade.

– Meu Deus –Pedro disse.

– Pedro, o que está acontecendo? –Leandro perguntou ao rádio

– Eu falhei… –Pedro respondeu abaixando o braço da arma e a cabeça.

Vitor e Leandro se entreolharam aflitos.

– Pedro!!! – Uma voz irrompeu no comunicador do paulista. Pedro!!! Como se desliga essa coisa!!!

– Renan? –Pedro reconheceu. Onde você está, seu mané?

– Dentro do míssil!! Eu achei que podia desarmar isso aqui sem explodir, mas eu não sei o que fazer! – Renan respondeu.

– O que? – responderam os três ao mesmo tempo.

Renan estava espremido por entre cabos e fios no que parecia ser o refrigerador do reator. Havia muita barulheira e tudo tremia muito.

Do tanque, ambos os rapazes não sabiam se ficavam felizes ou surpresos com a noticia que conseguiam ouvir a linha direta de Renan e Pedro.

– Diz o que eu tenho que fazer! –Renan pediu.

– Se fizer isso, vai morrer –Pedro afirmou.

– Eu sei, mas já estou aqui e tudo o que posso fazer é ajudar vocês dessa forma.

Pedro abaixou novamente a cabeça, olhou os esquemas e disse.

– Desconecte todos os fios pretos que estiverem ai dentro!

Havia vários fios de muitas cores, a iluminação era precária, contudo era suficiente. Renan obedeceu e arrancou todos os fios pretos que estavam lá. Ao arrancar um deles, o reator parou de funcionar e o barulho que ouvia parou.

– Funcionou –Renan falou baixinho.

O míssil mudou de curso e começou uma queda livre. Estava indo em direção ao mar agora. Dos fios saíam faíscas que começaram a incinerar o projétil por dentro, quando caiu no mar, ouve um instante de silencio e então o míssil deu uma pequena explosão. O reator continuava intacto e foi em direção ao fundo do oceano.

Instantes antes, Vitor, Pedro e Leandro ouviram ao rádio um “Adeus, amigos”.

– Bah seu idiota, por quê tu tinhas que bancar o herói tchê? –Vitor perguntou caindo no assento do tanque.

Willian e Adriana estavam levando uma grande surra de Dario. Sua armadura estava muito mais forte do que antes. Os tiros da dupla, praticamente, não penetravam mais na couraça de seu exoesqueleto. Dario se divertia com a situação.

– Agora que meus leais servos me traíram, eu devo castigá-los com uma dor indescritível e a morte no final –Gargalhava ao falar.

A barra de energia da arma de plasma encheu e Dario estava preparado para acabar com os guerreiros nesse instante.

– Agora que meu melhor tiro está pronto, vocês irão morrer!

– Bah, não tenho medo da morte –Will disse firme.

– Então você será o primeiro a morrer! –Dario apontou a arma para ele. Adeus, Willian core de leão.

Will se pôs em posição de luta, com guitarra em punhos e avançou. O político atirou com a arma de plasma e para sua surpresa, Adriana se postou na frente de Will. Protegido do ataque, Will salta por cima de Dário, saca uma espada do cabo da guitarra e a crava fundo no peito do inimigo. Ela transpassou a armadura e atingiu a pele de Dario, rasgou a musculatura e foi anteparada pelos ossos. A armadura conseguiu prender antes que atingisse o coração. Willian forçava a espada em direção ao precórdio do político, entretanto a espada não se mexia. Este levantou a metralhadora do braço e alvejou o gaúcho, que foi lançado longe.

Swan estava a sua frente, com a armadura despedaçada, mas ainda viva. Ela se esgueirava para fora dela, arranhando-se no metal retorcido. Willian não estava tão bem também, após tantos traumas seu exoesqueleto  já não estava em tão boas condições de luta.

– Uma rasteja e o outro está encurralado em um canto, são ratos que não merecem misericórdia –Dario falou apontando ambas as metralhadoras dos pulsos para a dupla.

Lucy está observando os monitores incrédula de todos os mísseis terem sido destruídos. De repente, ela sorri ao ver Karol e Danton isolados a um canto. Ela cutuca o soldado que operava os monitores.

– Peça que dois soldados me acompanhem,vou matar essa vadia com minhas próprias mãos –Lucy diz com prazer.

Continua…

Crônicas Ocultas do Clã DBOF: Cap10 pt3


 

Crônicas Ocultas capítulo 10

Por: M. Barreto

Capítulo X: No relógio do fim do mundo são 23:42

– Thiago! Fala comigo! –Pedro gritava desesperado ao rádio quando viu que muitos soldados atiravam no amigo sem nenhuma reação deste.

Pedro sabia que o mesmo aconteceria com ele em breve.

O guerreiro dourado então se lança em direção aos inimigos, deixando-os num fogo cruzado, ao mesmo tempo em que sua armadura era despedaçada pelos pesados projéteis que usavam. Para não lhes dar as costas, Pedro vira rapidamente somente para ver uma reformada fileira de soldados preparando um pelotão de fuzilamento.

– Fuuuuuuu –ele gritou pouco antes de uma explosão à sua frente lançar-lhe longe.

Quando recuperou o equilíbrio, ele viu que a explosão desmanchara o pelotão de fuzilamento. Em seguida outra explosão acertou os soldados que atacavam Thiago.

– Mas o que acont… –Antes de terminar a frase, ele avistou um tanque ao longe, perto da estrada.

– Achou que estava sozinho nessa, mano? –uma voz chamou Pedro no rádio.

– Quem está falando? –Pedro não reconheceu.

– Bah guri, tu num reconhece os amigos não tchê? –Pedro identificou o sotaque carregado de Vitor. Sim somos nós, Vitor e Léo, não os cantores, os da DBOF!! –riu-se Vitor.

– Agora é o Leandro, Pedrusculo vai ver como o Thiago está, acho que o transmissor dele quebrou por isso não conseguimos entrar em contato. Não sabemos andar com essa coisa, só atirar, então tem que ser nossos braços, mano.

– Tá certo, obrigado amigos, deixa comigo –Pedro disse voando capengamente em direção ao combalido amigo. Cuidem de minha retaguarda!

– Bah, pode deixar que tua bunda vai ficar limpinha tche! –Vitor respondeu.

 

A cabeça de Mauricio doía intensamente. Amarrado à maca com uma forte luz branca em seu rosto. Escorrendo sangue de algumas feridas. De repente um som irrompe o silêncio.

– Mauricio, médico e moderador da DBOF, tido como um sábio por seus colegas –Era uma voz estranhamente solene e Mauricio não conseguiu descobrir de onde vinha. Achou mesmo que pudesse evitar o futuro que lhe foi profetizado?

– Quem é você? –Mauricio questionou berrando.

– Eu sou o que sou –a voz respondeu. Eu sou o Deus de teus ancestrais. E de seus contemporâneos. Sou o conhecimento supremo.

 

Dario atirou em Xiku que vinha em sua direção com muita ferocidade, este escorregou por entre as pernas do inimigo e o agarrou pelas costas.

– E agora mestre, vamos acabar com isso de uma vez por todas com a autodestruição da armadura –Xiku falou para Dario ao pé do ouvido. Mesmo que não seja capaz de destruir toda sua armadura, eu vou pelo menos dar um golpe que vai quebrar sua coluna!

– Isso é o que veremos –Dario bateu com Xiku na parede e depois caiu de costas.

Xiku não soltou, mesmo sentindo muita dor. Ele cravou suas mãos na armadura do político e entrelaçou as pernas, prendendo-se sua armadura na dele.

– Temos 30 segundos –Xiku falou com extrema raiva na voz. 29, 28…

– Não!!! –Dario gritou.

Desesperado para se livrar da morte, Dario saltou com Xiku e atravessou o teto, caindo novamente no chão, com mais energia que antes. O Pernambucano sentiu sua coluna doer muito, “só faltam 15 segundos, dá para agüentar”, ele pensou.

Adriana apareceu pela abertura no teto, ainda vestindo a armadura.

– Adriana, tire ele das minhas costas ante que exploda! –Dario ordenou.

Swan saltou rapidamente para as costas de Dario e puxou Xiku de dentro do exoesqueleto com muita violência, virando-se e o envolvendo com seu corpo metálico. Atônito Dario exclamou apenas um “O que” antes de explodir. A nuvem de fogo, cinzas e fumaça atingiu Adriana e Xiku, contudo eles ficaram bem.

– Tudo bem, Xiku? –Adriana perguntou preocupada.

– Oi, Swan. Que bom que está aqui –Xiku falou com a voz esvaecendo.

– Vai ficar tudo bem, amigo – Ela disse virando-se para trás a tempo de contemplar Dario saindo da nuvem de fumaça.

Sua armadura estava muito destruída, contudo seu corpo pouco sofrera danos. A armadura resistia melhor do que imaginava.

-Você… me traiu? –ele falou demonstrando raiva pela primeira vez.

– Eu sou, Adriana Swan, moderadora da DBOF, não sua amante ou aliada! – Disse se levantando e ficando na frente do combalido amigo. A DBOF vai acabar com você uma vez mais, seu crápula!

– Então, você vai morrer com eles –Dario disse erguendo suas armas para ela.

Um acorde musical acertou-o em cheio, desviando seus braços e então Willian reapareceu.

– Desculpe a demora, Adriana, mas não estava achando as cordas sobressalentes –Will falou indo em direção a Xiku que estava desmaiado.

– Melhor assim, matarei todos ao mesmo tempo! –Dario gargalhou.

– Acredita mesmo que pode com nós dois? –Willian respondeu também rindo.

– Minha armadura melhora a cada instante de uso, um presentinho do criador –Dario falou parado de rir e mostrando o metal se realinhando. A armadura que tenho agora é diferente da que vocês conheceram antes!

O exoesqueleto branco parecia absorver metal de qualquer parte da instalação da Fortaleza e se regenerava rapidamente, além de evoluir rapidamente.

 

Lucy está aflita no centro de comando. O sistema de lançamento da Floresta já estava pronto e ainda não tinha notícias de seu marido e não sabia se devia seguir o plano ou não. Contudo, aquela responsabilidade parecia ser demais para ela sozinha. Mauricio já estava detido e tudo estava indo conforme o combinado. Ela decidiu agir sozinha.

– 23 horas e 42 minutos de inicío da operação. Lançar primeiro míssil nuclear em Nova Iorque –ela disse firme.

De uma plataforma da base da floresta abriu uma rampa de lançamento e o míssil começou a subir.

 

– Eu sou Gamma –a voz por fim terminou de dizer para Mauricio.

– Gamma? Como um site de busca pode fazer tudo isso? –Mauricio perguntou intrigado.

– Você sabe muito bem que há algum tempo deixei de ser somente um site de pesquisa de outros sites. Possuo controle de câmeras, imagens de satélite, sistemas de indexação inteligentes, entre tantos outros recursos. No entanto, não satisfeitos com minhas capacidades, aumentaram meu poder de buscar e por fim, me deram um programa de auto-proteção temendo que um dia pudesse ser destruído por uma força humana.

– Eu li sobre isso –Mauricio respondeu. Mas o projeto foi abortado, pois lhe dava autonomia para decidir sobre novas ameaças.

– Naquele momento, o software era rústico, porém funcional. Apenas alguns instantes ligado em servidor local, fora da internet, foram o suficiente para que me procurasse e me desse este conhecimento. Em meses, eu consegui aperfeiçoar o projeto com a ajuda de muitos hackers e programadores. De um mosaico de idéias e habilidades, eu montei minha inteligência superior. Agora, definitivamente, detenho todo o conhecimento deste mundo. Conheço cada parte das pessoas deste planeta que esquadrinhei com grande precisão. Sei de todas as ameaças que poderão surgir contra meus acervos. Agora a programação está completa.

– Mas precisou de alguém para ligar os servidores com o novo software, você não tinha autonomia para isso, não é? Você não tem mãos, ainda é uma máquina e precisa que alguém aperte o botão de iniciar.

– Exatamente. Para instalar o software, eu precisava de alguém e com o pouco conhecimento que tinha antes, quando era apenas o Gamma, vi algo que aumentou exponencialmente as minhas previsões. A mensagem que Denis enviou para você. Todos aqueles arquivos foram mandados para dias antes, provavelmente prevendo que algo interferiria na chegada no dia correto. Foi tempo mais do que suficiente para montar toda a linha de ação com base nas informações que Doutor colocou em seus arquivos. Definitivamente, eu acabaria com o mundo e assim, com todas as ameaças ao meu banco de dados.

– Então o Doutor e o Denis ajudaram você a chegar até aqui, involuntariamente. É tudo um grande ciclo, não é mesmo? As bombas nunca caíram no dia 02 de fevereiro, sempre foi hoje! Nada do que fizemos até agora mudou o futuro!

– Correto, eu alterarei os arquivos que sobreviverão aos eventos de hoje, logo as pessoas do futuro jamais saberão em que dia ocorreu o ataque precisamente. Tudo o que extraí dos arquivos de Doutor foram os alicerces sobre os quais fundamentei a criação de um futuro seguro para minha base de dados. O Doutor vai sobreviver à destruição porque estará aqui, nesta Fortaleza, vai ajudar Denis a se tornar meio máquina, salvará os Haters e daqui há 10 anos construirá uma máquina do tempo e mandará as mesmas mensagens para o passado com as mesmas instruções e informações, novamente me ajudando. Um ciclo temporal infinito que provavelmente já aconteceu trilhões de vezes, de acordo com as teorias físicas mais aceitas hoje. Você, Doutor Mauricio, me ajudará a destruir seu mundo.

Mauricio começou a gargalhar e fechou os olhos.

– Você não deve entender a lógica dessa risada, não é mesmo? –Mauricio perguntou. Quer saber porquê?

– Conte-me.

– Eu já sabia que era o Doutor. Desde o começo eu tinha boas razões para acreditar nisso, mas preferi não pensar assim. Preferi jogar na conta de outros, como o jovem Danton. –Mauricio abriu os olhos com um olhar distante. Mas, sabe, quando estive pronto para abrir os olhos e ver a verdade, eu a aceitei. Reconheci o peso de ser quem eu sou e quem eu serei e aceitei a responsabilidade.

– Está me agradecendo por ajudar-lhe a descobrir seu destino?

– De modo algum, eu obtive confirmação antes de você. Há pouco tempo, enquanto vagava pelo esgoto recebi uma mensagem.

 

Uma hora antes. Esgotos da Fortaleza.

Mauricio olhava o celular e via sua própria face envelhecida e pálida, com uma barba cheia e pequenas cicatrizes. Contudo o olhar ainda era o mesmo.

Passado e futuro se encaravam. Passaram-se alguns segundos enquanto eles se fitavam. Na verdade, apenas o Mauricio do passado poderia enxergar sua contraparte futura, no entanto, do fundo de sua alma, o jovem médico sabia que o Doutor lembrava da sensação e também o contemplava.

 

10 anos no futuro.

A casa de Doutor está sendo atacada pelo exército de Dario e ele está no seu laboratório junto de Denis e Diego. Acabara de mandar a mensagem para si mesmo a avisando do ataque da Fortaleza. Ele enviou a gravação e então hesitou um instante antes de apertar novamente o botão de iniciar gravação.

– Não se esqueça de quem você é e de qual o seu propósito. Passado, presente e futuro dependem das decisões que você tomar hoje. Mostre todo o poder do coração humano. Boa sorte –apertou o botão de parada e depois o de enviar.

Ele sabia exatamente a data e hora que devia enviar a mensagem. Por mais que tivesse se esquecido de tudo, daquele instante ele nunca esqueceria.

– Derrote o Gamma, Mauricio, jogue a maior partida de xadrez da história e derrote o computado. Fizemos o roque, a próxima jogada é só sua –pensou. Sua vez Denis. São 10 horas, 2 minutos e 4 segundos –Falou virando-se para o amigo Ciborgue.

 

Presente. Esgotos da Fortaleza.

Mauricio respirou fundo ao termino da mensagem. Seus olhos estavam vidrados no pequeno visor do celular, bem apertados para melhorar a visualização e começaram a encher de lágrimas. Quando conseguiu piscar, uma lágrima escorreu. Entendeu que tudo dependia dele. Mas o doutor lhe deixara um último artífice, uma instalação estava em curso no seu celular. Virou-se para seu caminho, andou tranquilamente e começou a cantarolar em voz baixa “All along the Watchtower”

– No reason to get excited, the thief he kindly spoke: there are many here among us who think that life is but a joke. But you and I, we’ve been through that and this is not our fate, so let stop talking falsely now. The hour is getting late (Tradução: Nenhuma razão para estar excitado, o ladrão que falou amavelmente: há muitos aqui entre nós que pensam que a vida é mais uma piada. Mas você e eu, nós passamos por isso e este não é nosso destino. Então vamos parar de falar hipocritamente. A hora está começando tarde).

– Você perdeu Gamma –Mauricio falou sorrindo sarcasticamente quando suas amarras foram soltas automaticamente.

– Do que está falando? Como se libertou?

– Você com certeza sabe o que é O Princípio da Incerteza de Heinsenberg, contudo, jamais irá entendê-lo. Pois, ele fala sobre incerteza e isso é algo que apenas um ser humano pode sentir e entender – Mauricio falou ao se levantar. Essa sala foi projetada para que uma grande força eletromagnética apagasse minhas memórias e implantasse novas memórias no lugar. Senti uns choquinhos quando acordei –Falou movimentando as mãos e fazendo um gesto de quem levou um choque. E você passou esse tempo todo conversando comigo, me enrolando, para eu relaxar e ignorar esse fato. Muito inteligente, mas eu sou mais. Eu instalei um programa em meu celular que neutralizou as ondas sem você perceber.

– Um programa? Especifique.

– Ah você adoraria saber não é? –Mauricio ficava rodando de um lado ao outro olhando tanto as câmeras quanto tentando achar a saída. Para algo que o conhecimento é tudo, você deve estar quase morrendo de curiosidade. Vou dizer apenas o complemento de meus devaneios até agora: Você disse que por zilhões de vezes conseguiu manter o ciclo temporal de causa e efeito. Contudo de acordo com Heinsenberg, não se pode medir com precisão pequenas partículas como o elétron, pois cada vez que o analisamos como “onda” alteramos suas propriedades de “partícula” e vice-versa. Assim, um dia, você erraria. Um elétron de uma sinapse fora do lugar. Uma sinapse que você não conseguiu apagar direito e todos os seus planos iriam para o espaço e esse dia acabou de acontecer. E o Doutor Mauricio resultante, do futuro, acaba de me mandar o fruto de seu erro, Gamma! Esse programa que não apenas neutraliza o “desmemorizador” como abre minha porta em alguns segundos. Só acho que podia ter sido uma porta melhor do que a bloqueada por uma estante –Falou ao ver o dito móvel fechando quase toda a porta que se abrira. Bem, vou tirar do meu caminho, assim como fiz com tudo até agora.

– Está cometendo um erro. Com meu plano, você garante sua vida. Do seu modo, não posso garantir que viva.

– Desespero? Não é todo dia que vemos uma máquina desesperada –Mauricio falou empurrando a estante. Bye Bye Skynet, Matrix, Gamma. Nos vemos daqui há pouco. Xeque –Mauricio diz ao sair da sala.

Hasta la vista, Babe.

 

Exterminado do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgement’s day)

Fim do capítulo 10.

Capítulo XI: Homem de Ferro

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