Batman é uma franquia multimídia que anda com lucros muito acima da média, pois além dos velhos fãs, tem conquistado novos adeptos pela qualidade incrível de suas recentes obras. Quer seja em quadrinhos (Batman Inc., Batman e Robin e etc), cinema (Trilogia Nolan) e games (Arkham Asylum e Arkham City), o Cavaleiro das Trevas está sempre disposto a prender seus inimigos malucos e proporcionar diversão a nós.
Em Arkham Origins, veremos um Batman em começo de carreira, já um herói mascarado importante, embora ainda longe da lenda que viria a se tornar, encontrando pela primeira vez alguns de seus mais icônicos inimigos. Essa é a premissa.
De cara, temos três grande assassinos em sua cola: Máscara Negra, Exterminador (Deathstroke) e Pistoleiro (Deadshot).
Mesmo com esse trailer fantástico, tenho minhas duvidas sobre esse game. Sem a empresa Rocksteady, responsável pelos dois primeiros games da série Arkham, o game pode ter rumado para um mar bem longe da ilha da qualidade. O gráfico é espetacularmente realista, contudo, parte da magia dos dois primeiros games era a transição perfeita dos gráficos das cutscenes com o do próprio game. Se isso se mantiver e a qualidade do jogo for algo próximo a isso, quem joga no PC vai ter que fazer upgrade até dia 25/10/2013 ou não vai jogar.
Na trama, o mafioso Máscara Negra contrata uma série de assassinos para dar cabo de Batman e entre eles os dois citados Slade Wilson, o Exterminador e Pistoleiro. No total, serão oito assassinos e Gotham City inteira para ser explorada. E a melhor noticia: Com Kevin Conroy voltando a dar vida e voz ao Batman! Melhor que isso, só se fizerem como em Injustice Gods Among Us e dublarem (dessa vez com a voz do LJA, por favor).
Vamos esperar o gameplay para saber mais informações.
Semana de imagens o Heroi X. Hoje, faremos um mix de temas como antigamente.
Primeiro, vamos falar da minha princesinha querida e protótipo de comos será filha, Arya Stark. Personagem preferida de Game of Thrones deste que vos escreve. O que acontece quando As Crônicas de Gelo e Fogo encontram Kill Bill?
Segundo, vamos a uma imagem que é mais WTF e dispensa muitos comentários. O que está fazendo ai Darth Vader?
Os Universos Marvel e DC evoluiram muito nos últimos anos, com muitos tropeços e falhas, mas de um modo geral tem acertado. E o cinema está ai para mostrar isso. E a sétima arte levou a revivermos questões e piadas que ficaram no imaginário nerd desde seus áureos tempos de sofrer bullying.
Dois bilionários. Dois superhérois. Duas megacorporações cheias de brinquedinhos. Dois universos. Batman e Homem de Ferro.
O encontro épico de Bruce Wayne e Robert Downey Jr.Tony Stark.
Logo depois… Guerra de dinheiro! Aproveite a chuva Homem Aranha!
Pobre Peter Parker, acho que a gorjeta deles paga um ano de seu aluguel…
Por falar em pobre, isso me lembra quando o Homem de Ferro encontrou um cosplay dele…
E agora uma série de zoações do Superman em cima do Batman!
Não tem como não rir dessa última! Me lembra da piada do The Dark Knight Rises, quando a Mulher gato desaparece e deixa o Batman falando sozinho (como ele sempre faz) e ai ele diz “então essa é a sensação”.
“Palma, palma, não priemos cânico!”, “Todos os meus movimentos são friamente calculados”, “Não contavam com minha astúcia”, “Eu acho” (N.E. quando o Chapolin Colorado pirava após um golpe forte e falava todos os bordões de uma vez só)
Capitão América tenta trollar Tony Stark, mas é trollado de volta e ao tentar com outro bilionário…
Preparem-se pois semana que vem sai nossa critica ao filme que fechou a trilogia de Christopher Nolan nos cinemas, The Dark Knight Rises!
Hoje estreia BatmanThe Dark Knight Rises (Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge) nos EUA e semana que vem no Brasil, por isso vim aqui dar algumas considerações sobre fatos que podem acontecem, ou ao menos que deveriam acontecer.
Não será um texto sobre qualidades e defeitos, mas sobre a história em si.
Terceiro vilão: Em Batman Begins foi Victor Zsasz, em The Dark Knight foi O Espantalho. Agora no final da trilogia, tenho apostas em dois vilões que já deram as caras no cinema, na quadrilogia horrível anterior, Pinguim e O Charada. Ambos são fáceis de se introduzir no universo de Batman, sendo Oswald Cobblepot ainda mais fácil pois é apenas um Mafioso baixinho com anormalidade nas mãos (apenas três dedos, coisa que realmente existe, vide o NERDCASTER “Tresdê”) e O Charada poderia ser só mais um vilão tentando descobrir a identidade do cruzado, assim como Bane.
Robin/sidekick/sucessor: Tenho quase certeza que o personagem de Joseph Gordon Levitt será uma espécie de Robin. Mesmo sabendo que Christopher Nolan e Christian Bale não gostam do personagem, faz parte da essência de Batman passar seus ensinamentos à frente e talvez o policial John Blake seja o escolhido. Talvez não exatamente um Robin, Azrael ou Asa Noturna, mas algo nesse sentido de sucessor.
Anos de paz: Será que o Comissário Gordon e Batman continuaram se vendo durante os 8 anos de paz e caçada em Gotham? Acredito que sim e que Batman continuou a agir sem levar crédito nos últimos anos.
Menção a Superman: Nolan está em ambos os projetos e depois de grandioso sucesso de Os Vingadores, duvido que mesmo ele saia livre de interferências do estúdio. Aposto que a Warner vai dar algum pitaco no sentido de misturar os mundos.
Queda e ressurgir: Bane deve realmente quebrar a coluna de Batman e sua volta, não milagrosa nesta versão, deverá vir de algum invento de Lucius Fox.
Morte: Por mais que digam que este será o derradeiro filme, não vejo a morte de Batman como algo possível, mesmo que apenas na forma de Bruce Wayne. Nem Frank Miller conseguiu matar o Morcegão e não acho que Chris Nolan o faria.
Epílogo: Batman desaparece após a luta final contra Bane, mas ressurge novamente tempos depois ou como um mais velho Bruce Wayne ou numa nova encarnação por baixo da capa e capuz (John Blake).
Veja o trailer da trilogia inteira com cenas dos três filmes, fechando o ciclo dos filmes e dos virais! Melhor trailer de todos!
PS: Meus sentimentos aos feridos e às familia das vitimas fatais e não fatais do incidente ocorrido no Colorado, EUA, durante uma sessão de estréia do filme, onde um homem atirou em inocentes.
O sucesso do Batman nos quadrinhos abriu-lhe a chance de conquistar novas mídias e falaremos nesta última parte da série de artigos sobre O Legado do Morcego no cinema.
Leia o inicio da série O Legado do Morcego -O Cavaleiro das Trevas e Através da Eras dos Quadrinhos. A compreensão de um único texto não se altera sem a leitura dos outros, porém a experiência é mais intensa e vivaz ao se ler os três textos.
Após anos do seriado de TV do Batman, estrelado por Adam West, o público geral ainda tinha essa figura cômica no subconsciente. Com o lançamento da grafic novel de Frank Miller, O Retorno do Cavaleiro das Trevas, os produtores de Hollywood prepararam uma versão dark do herói para o cinema. Assim surgiu aquele que após anos sem bons filmes de superheróis no cinema (desde Superman II) foi o marco inicial para o retorno de Batman aos cinemas e ao gosto das grandes plateias.
Batman (1989) foi estrelado por Michael Keaton como o homem morcego e o magistral Jack Nicholson como Coringa e foi dirigido por Tim Burton. O tom gótico contrastando bem e mal, sombrio e cômico fez deste filme um aclamado sucesso de público e crítica. A história conta o trauma da morte dos pais de Bruce Wayne e passa direto para seu inicio de vida como Batman lidando com O Coringa, enquanto tem um caso com a repórter Vicki Vale (Kim Basinger). A trilha sonora criada por Danny Elfman tornou-se icônica e inconfundível, sendo muito maior do que o filme e até hoje é utilizada, com variações, em diversas mídias. Este filme faz um arco shakesperiano de “Eu te criei, mas você me criou primeiro” entre Coringa que teria matado os Waynes e Batman que causou o acidente, o qual mudou a vida do bandido Jack Napier, tornando-o o Coringa. Três aspectos interessantes a ressaltar são: Batman não usava simplesmente uma roupa preta, mas uma armadura; o Batmóvel tem um design clássico e é muito bacana; e o Coringa de Jack Nicholson era basicamente um grande palhaço cometendo crimes.
Em Batman: O Retorno ( Batman Returns, 1992), Michael Keaton volta a vestir o manto negro contra o vilão Pinguim (Danny DeVito) e a elogiada Michelle Pfeiffer como a Mulher Gato, novamente sob a direção de Tim Burton. O diretor tentou aumentar ainda mais o tom dark, contudo histórias absurdas (como o arco do pequeno Oswald Cobblepot ter sido abandonado e criado por pinguins e a transformação da Mulher-gato numa “morta-viva”) aliado à atuações forçadas fez esse filme ganhar muitas críticas negativas, embora ainda que as positivas as superassem. A bilheteria, no entanto caiu bastante.
Batman Eternamente (Batman Forever, 1995), realizado deixando de lado a dupla Keaton/Burton e o tom dark/ sério dos dois primeiros, traz Val Kilmer dando vida a Bruce Wayne/Batman que enfrenta mais uma dupla de inimigos: Tommy Lee Jones como Harvey Duas Caras e Jim Carrey como O Charada, tudo sobre a direção do fraco Joel Schumacher. Neste filme, vemos a gênese de Robin, na pele de Chris O’Donnell como o ex-circense adolescente Dick Graysson. Também neste filme, não poderia faltar um interesse amoroso, Nicole Kidman entra em cena. História muito fraca, atuações muito fracas (Jones, excelente ator, ficou sem saber o que fazer e foi orientado por Schumacher a “imitar Jim Carrey”) e uma estética colorida e plástica fizeram deste um dos piores em quesito adaptação de HQ. Ainda assim, o filme foi bem nas bilheterias pela queda da classificação indicativa.
Batman & Robin (1997) – Batman ganha vida através de George Clooney juntamente com Chris O’Donnell novamente como o menino prodígio. Três vilões pretendem destruir Gotham: Mr. Freeze, vivido por Arnold Schwarzenegger, a sedutora Hera Venenosa vivida por Uma Thurman e o “só músculos e nenhum cérebro” (nesse filme) Bane vivido por Jeep Swenson. Um reforço a equipe de heróis viria na pele da bela Barbara Wilson/Batgirl vivida por Alicia Silverstone como sobrinha de Alfred! Novamente Joel Schumacher nos entrega um filme horrível e que desta vez não se salvaria nem em críticas, nem em bilheterias.
Bane de Batman e Robin
Joel ainda tentou um quinto filme, trazendo Clooney na pele de Batman (Batman Triunphant), mas não funcionou. Pensaram em Batman VS Superman, mas também não vingou. Então iniciaram-se dois projetos, sem as mãos de Schumacher: “Gotham” e Year One. No primeiro, teríamos o adolescente Bruce Wayne como investigador de pequenos crimes mostrando-nos como se tornou o Batman (Não sei se era mesmo Gotham o nome do projeto, mas vale a referencia, pois foi deste projeto que nasceu Smallville). Em Year One seria adaptada a obra de Frank Miller que deu reboot ao Batman, após a Crise nas Infinitas Terras. Os projetos se fundiram e foram para as mãos de Christopher Nolan e David S. Goyer.
Batman Begins (2005) não é apenas um reboot por reboot. É uma nova obra que se aprofunda na história de Bruce Wayne, nos dando respaldo histórico e psicológico para a criação de Batman. Neste filme, diferente do de 89, se explora a jornada de Bruce para se tornar o herói que conhecemos. Dando vida aos personagens, em atuações brilhantes, todas dignas de Oscar, temos Christian Bale (Bruce Wayne/Batman), Michael Caine (Alfred), Gary Oldman (Sargento/Tenente Jim Gordon), Morgan Freeman (Lucius Fox), Katie Holmes (a promotora Rachel Dawes), Ken Watanabe (Ra’s Al Ghul), Tom Wilkinson (o mafioso Carmine Falcone), Liam Neeson (Henri Ducard/ Ra’s Al Ghul) e Cillian Murphy (Dr. Crane/Espantalho). Se há um ponto fraco nesse filme, são as sequencias de ação que as vezes são rápidas e desfocadas. Fora isso, uma história sóbria e sombria mostrando uma Gotham City tão real e suja quanto possível e que se pode fazer a diferença. A trilha sonora excelente foi composta por Hans Zimmer e James Newton Howard. Foi um sucesso de crítica e bilheteria. Duas notas importantes são: foi mantido o esquema de “armadura” para o uniforme e o Batmóvel parece mais um tanque de guerra, tal qual o de The Dark Knight Returns.
Em Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008), Bale retorna a capa e capuz juntamente com o elenco original (com exceção de Rachel interpretada aqui por Maggie Gyllenhaal) e adicionando-se Harvey Dent (Aaron Eckhart) e Coringa (Heath Ledger. O filme não é sobre o Batman, ele funciona como um condutor para nós presenciarmos a trajetória do promotor público Harvey Dent, o cavaleiro branco de Gotham, em sua luta para acabar com a corrupção na cidade ao mesmo tempo em que se firma em compromisso com Rachel Dawes e sua queda até se tornar o Duas Caras. Mais do que boas atuações, Lucius Fox, Jim Gordon (que se torna finalmente comissário nesse filme) e o mordomo Alfred tem suas próprias subtramas. Contudo, este filme teve uma estrela que brilhou intensamente em branco, verde e roxo: Heath Ledger criou uma versão perfeita d’O Coringa, conseguindo reunir maldade, psicopatia e comédia num nível tão de atuação que mesmo a decadente academia de atores que julga o Oscar e não dá premiações principais póstumas e a filmes de quadrinhos teve que admitir que ele mereceu vencer como melhor ator coadjuvante. Em minha opinião, e na de muitos cinéfilos, o Coringa de Legder super Darth Vader como maior vilão do cinema. A trilha de Hans Zimmer evoluiu de forma esplêndida e harmoniosa. Este é um filme de máfia, de ação, de profundidade moral e emocional como nunca se vira igual numa adaptação de HQ e raramente se vê nos cinemas. Este é, sem sombra de dúvidas, O MELHOR FILME DE SUPERHEROI JÁ CRIADO!
Para fechar a trilogia, O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, 2012) manterá o elenco e adaptará A Queda do Morcego, trazendo Bane (Tom Hardy) e Selina Kyle/Mulher Gato (Anne Hathaway). A estreia acontece nos EUA em 20/07, amanhã e no Brasil no dia 27/07! Para saber mais sobre esse filme, fique ligado no Herói X.
Fique com o trailer de O Cavaleiro das Trevas Ressurge:
Espero que tenham gostado desta série de Postagens da dupla formada pelo Editor Dr. Mauricio Barreto (@morfeubarreto) e o repórter Patrick (@Pensa_livre). Adicione-nos no Youtube e Facebook.
A série de artigos O Legado do Morcego continua hoje, falando das várias Eras dos Quadrinhos e das mudanças do Batman. Conforme os anos passam, os roteiristas e editoras procuram meios de redefinir seus heróis a fim de alavancar as vendas, conquistar e resgatar fãs. Para fins didáticos vamos dividir os períodos em: Era de Ouro (1938-1950), Era de Prata (1956-1970), Era de Bronze (1969/73-1985), a Era atual (até que se dê um nome definitivo a ela) e Os novos 52 (que deveria ser a atual “atual”).
Era de Ouro
Criado em 1939, por Bob Kane, Batman iniciou sua carreira nesse ano. Essa linha de tempo mostra Bruce Wayne como uma criança rica normal, a qual aos oito anos vê seus pais, os milionários Dr. Thomas e Martha Wayne serem assassinados por um ladrão comum, Joe Chill. Após isso Bruce é criado na mansão Wayne por seu tio Philip Wayne. Seu plano de vingança se inicia e ele começa a estudar tudo que lhe pode ser útil para combater os bandidos como artes marciais, criminologia, teatro, química, entre outros. Ao perceber que criminosos são seres supersticiosos, ele pensa em um disfarce que o ajude a lhes amedrontar. Um dia, um morcego invade sua janela, inspirando-o a usar o alterego Batman. Como todo justiceiro, no começo a força policial da cidade de Gotham não o aceitava, contudo com o tempo ele ganhou sua confiança e credibilidade, principalmente junto ao Comissário Jim Gordon.
Após um violento atentado resultando na morte de uma família de circenses, os Graysons Voadores, Bruce adota o órfão Dick Grayson, que se tornaria Robin. Na mesma década, Batman se torna membro fundador da Sociedade da Justiça da América, embora não participasse de muitas aventuras. Batman faz uma parceria com a Mulher gato/Selina Kyle, chegando a casar anos mais tarde e ter uma filha, Helena Wayne. Com uma família formada, as atividades de Batman reduzem e somente em casos especiais ele aparecia para ajudar a policia. Bruce se torna o comissário de Gotham após a aposentadoria de Gordon, deixando o manto do Morcego para Dick Grayson (esta sua versão nunca foi Asa Noturna). Anos mais tarde, Bruce retorna para a última missão como Batman.
Ao se introduzir o conceito de multiverso DC, o Batman da Era de Ouro pertenceria à Terra 2 e teria sido zerado na Crise nas Infinitas Terras.
Era de Prata
A partir desta Era, os elementos adicionados seriam os que acompanhamos até hoje. Os mesmos elementos da Era de ouro foram usados para dar origem ao Batman, tendo pequenas diferenças. Após assassinato de seus pais, Bruce é criado pelo mordomo da família Alfred. Bruce recebia seu treinamento de um policial de Gotham chamado Harvey Harris, e usava uma fantasia similar a do Robin. Em algumas aventuras ele visitou Smallville, e conheceu o então Superboy, trabalhando juntos em alguns casos. Bruce faz faculdade e desejava ser da policia, entretanto percebe que esse caminho não era o seu propósito. O nascimento do Batman acontece da mesma forma que na era de ouro, quando um morcego entra pela sua janela. Também nessa Era, Batman adota Dick Graysson como filho adotivo e parceiro.
Aqui se apresenta um motivo diferente para a morte dos pais de Bruce. O gângster Lew Moxon foi parar na cadeia por causa do pai de Bruce, contratando Joe Chill para forjar um assalto e matar o casal Wayne. Há um arco interessante aqui, pois Thomas estava numa festa à fantasia vestido de morcego quando desmascarou Moxon, sendo que ao prendê-lo Bruce também utilizou a mesma roupa, pois seu uniforme estava inutilizado. O bandido morreu atropelado por um caminhão na fuga após o susto.
Nessa era Dick Grayson deixa a vida ao lado de Bruce para fazer faculdade. Quando retorna a cidade ele resolve ficar por conta própria e tirar o titulo de parceiro do Morcego, adotando o alterego Asa Noturna. Em busca de um novo Robin, Bruce adota Jason Todd, um garoto com a mesma historia de Dick, órfão, filho de circenses, mortos por um assassino.
No inicio da Era de Prata, o Cruzado Encapuzado seguiu a tendência do mercado para o gênero da ficção científica (período em que os heróis da Marvel como Quarteto Fantástico e Homem Aranha começaram a ser criados), só retornando as raízes de investigação nos últimos anos da década de 70. Destaque para o Coringa que ganhou força como arquiinimigo (assim como Lex Luthor para Superman) e Bárbara Gordon estreando como Batgirl.
Era de Bronze
A transição das Eras é apenas didática, por isto, a Era de Bronze inicia-se muito semelhante à anterior. Dick ir para a faculdade e voltar como Asa noturna e a aparição do segundo Robin foram histórias mantidas. Contudo, Jason Todd teve sua origem redefinida. Agora Todd era filho de uma Doutora com um mafioso e foi recrutado por Bruce pela sua atitude ao tentar roubar os pneus do Batmóvel.
A era de Bronze ficou marcada no ano 1986 pelas mãos do gênio Frank Miller ao produzir a minissérie Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight Returns). Cabe aqui um parágrafo especial para a obra máxima de Frank Miller.
10 anos após todos os heróis serem colocados na ilegalidade e Bruce ter deixado capa e capuz, pela morte de Jason Todd, vemos um bilionário sem propósito na vida, isolado de todos, a não ser por Alfred e Gordon. Com uma onda de crime e violência crescente pela gangue dos Mutantes, sua mente à beira da insanidade total e por sua sede de adrenalina e escuridão, Bruce Wayne retorna ao manto de Batman. Aqui há uma dissecção profunda da mente do Cavaleiro das Trevas, onde antigos vilões retornam para seu destino final, novos inimigos se tornam aprendizes e antigos amigos se tornam inimigos. Essa obra sensacional é a história definitiva do Morcego, sem a qual o hype de Batman hoje nunca teria existido, pois todo o tom dark e de lenda urbana imposto a ele veio desta minissaga.
Outra obra de Miller que marcou a era do bronze foi Batman – Ano um que recontava a origem do herói e seu primeiro ano como vigilante tendo que lhe dar com seus erros e acertos. Nessa história, Bruce, quando criança, cai em um buraco da mansão, onde centenas de morcegos voam assustados. Anos mais tarde, unindo seu trauma pelos morcegos ao que entra por sua janela, ele tem a idéia de se vestir como tal. Embora creditadas nesta Era, teoricamente pertenceriam já a atual.
Era Atual
Chamada de Era de Ferro ou Era Sombria por muitos editores, está em vigência até antes d’Os Novos 52, sendo uma época em que os roteiristas tentavam aproximar quadrinhos e realidade cada vez mais.
Nessa era Batman tem que lhe dar com a morte de Jason, que foi assassinado por Coringa na saga Morte em Família de 1988, na qual os leitores votaram se o acontecimento do “What’s if…” O Cavaleiro das Trevas aconteceria ou não, ou seja, a morte ou não do segundo Robin. Aqui também surge o terceiro pupilo e primeiro não órfão/filho adotivo, Tim Drake, o Robin III.
Essa era mostra o vigilante de Gotham como um ser sombrio, tal qual foi definido por Miller. Batman é considerado como a verdadeira personalidade, sendo que Bruce Wayne seria somente uma mascará na qual ele se esconde. Esse é o mesmo Batman que conhecemos e que serviu para a criação do Batman de Christopher Nolan.
Destaque para o arco A Queda do Morcego, na qual Batman é forçado pelo novo vilão Bane a chegar ao seu limite. Libertando todos os bandidos do Asilo Arkham, Batman passa meses prendendo-os, estando exausto ao final, quando Bane então o enfrenta e quebra-lhe a coluna, o deixando paraplégico. Assim Jean Paul Valley, ou Azrael, um discípulo seu, toma o manto de Batman, porém após ao místico retorno de Bruce e por suas ações violentas, Azrael é destituído do cargo. A adaptação desta história é que será o terceiro filme de Batman de Chris Nolan e Christian Bale, The Dark Knight Rises ou O Cavaleiro das Trevas Ressurge.
A popularização dos arcos de história criou grandes Sagas como esta e Terra de Ninguém, Descanse em Paz, A Sombra do Morcego e o recente “Batman Inc.”, na qual Bruce Wayne franquia o Batman. Como as vendas estão diminuindo progressivamente, estes arcos vem com histórias bombásticas a fim de alavancar as vendas.
Reboot: Os Novos 52
A DC planejou um reinicio a todos os seus títulos, e esses acontecimentos seguem logo após a saga FlashPoint. Maior parte do arco Batman está intacta e esse novo reboot começa com uma fuga em massa no Asilo Arkham e Batman tentando ajudar a força policial. Além disso, Bruce Wayne resolve revelar que ele financia as ações do Cavaleiro das Trevas sem revelar que ele é o próprio morcego. Ao reassumir o manto de Batman, deixa seu filho com Talia Al’Ghoul, Damian Wayne como Robin, sendo Tim Drake como Robin Vermelho e Dick Graysson deixando o manto de Batman para retornar ao de Asa Noturna.
Bob Kane, Bill Finger, Frank Miller, Dennis O’Neal, obrigado por escreverem sobre o Morcegão e nos brindar com tantas grandes obras!
Fique com o trailer de O Cavaleiro das Trevas Ressurge: