Perfil: Christiano Torreão – Enquanto Hiei tiver vida


Christiano torreão personagens

Montagem: autor desconhecido.

Hoje, um dos grandes dubladores brasileiros está fazendo 40 anos, Christiano Torreão. Dono de uma voz macia que pode se transformar em uma voz de psicopata, malandro ou playboy facilmente. Seu trabalho  mais icônico entre o nerds-otakus foi o de Hiei na melhor dublagem nacional de todos os tempos em Yu Yu Hakusho. Quem não se lembra do sarcasmo e dos ataques dele? (Se assistiu YYH, você acaba de pensar em Chamas Negras Mortais do Inferno, se não assistiu, assim que acabar o post vá baixar este anime).

Para o público geral, seu trabalho mais marcante é com Leonardo DiCaprio, o qual é dublado por ele na quase totalidade dos filmes, conseguindo trazer toda a emoção que o ator transpassa em seus personagens únicos.  Uma tarefa difícil.

Christiano é uma pessoa de trato fácil, sempre gentil, divertido e com um senso de responsabilidade político-social real. Diferente de alguns artistas, não foge de seus fãs nerds e sempre está comentando e repostando fotos e montagens de YYH, Madagascar e dos filmes de Leo DiCaprio como A Origem.

Outros trabalhos incluem o Ranger Preto Adam de Power Rangers Mighty Morphin, Noturno em X-Men Evolution (Meu segundo personagem preferido na série, depois do Wolverine) e Mork de Madagascar.

E não só de dublagem ele vive, ator que já apareceu em várias novelas da Globo como “Amor, eterno amor” e “Avenida Brasil” assim como em outros programas da emissora “Zorra Total” e “Força-tarefa”.  E, é claro, sua paixão pela música, o levou a lançar o seu CD Eclipse com um bom repertório de músicas românticas. Sem contar seu single “Enquanto o amor tiver vida”, a qual pode ser ouvida no clipe abaixo.

Para quem ainda não tem contato com ele, podem encontrá-lo na sua pagina do Facebook e Twitter.

Um feliz aniversário para meu amigo Christiano Torreão e que venham ainda muitos por ai! A vida começa aos quarenta, camarada!

Por: Dr. M. Barreto

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Critica Homem de Ferro 3 – Muito mais do homem, muito mais do ferro.


homem de ferro 3 armaduras

Chegar ao terceiro filme de uma franquia é algo que já não é mais para poucos. Chegar ao terceiro filme de uma franquia, mantendo a qualidade, isso sim é para muito poucos. Na saga Homem de Ferro, parte da megassaga Os Vingadores, isso era ainda mais difícil. E, foi cumprida. Parcialmente.

Em Homem de Ferro 3 (Ironman 3), Jon Fraveou, diretor dos dois primeiros filmes e responsável por mudar totalmente Tony Stark e dar os conceitos que norteariam a Marvel Studios, sai da direção e ficou apenas com seu cargo de ator como Happy Hogan, agora chefe da Segurança de Stark. E é nesse ponto que reside a falha da continuação do filme carro-chefe da Marvel.  No filme dirigido por Shane Black, tudo é diferente: as cores, a trilha sonora (Cadê o AC/DC e o Black Sabbath?) e dinâmica. A cada risada do Happy, eu ficava imaginando que era o próprio Jon rindo do rumo do filme e da Marvel.

Critica com muito spoilers, se não viu o filme e quiser ler uma critica sem spoilers, vá ao nosso Pensamento Livre do Patrick Duarte.

homem de ferro e peper potts

No longa, temos um Tony Stark (Robert Downey Jr.) atormentado com os eventos acontecidos em Nova Iorque de Os Vingadores e cada vez mais afundado no trabalho para proteger a Terra e a pessoa que é mais importante para ele: Pepper Potts (Gwyneth Paltrow). Típico dilema do mundo real: O que é mais importante? Trabalhar duro pelo conforto da família, sem deixar tempo para demonstrar esse amor por eles ou ter este tempo e não poder dar-lhes o conforto? Além disso, Tony está sofrendo de transtorno pós-traumático associado com síndrome do pânico e insônia, sendo tratadas sempre com muito humor.

Aliás, comédia é o principal foco do filme que usa o vilão Mandarim e o Arco Extremis das HQs como pano de fundo. Parece mais uma paródia do Homem de Ferro do que propriamente uma continuação. Acredito que a Marvel Studios esteja começando a desandar. Sabidamente, os filmes de Capitão América, Thor e Hulk foram medianos e Homem de Ferro 2 trouxe apenas a sombra da qualidade do primeiro, nesse ínterim, apenas Os Vingadores foi realmente um excelente filme, embora o roteiro tenha sido simples, ele serviu bem ao seu propósito. Gostei bastante da interação com o garoto Harley (Ty Simpkins) que fez Tony lembrar-se de voltar ao básico. Entretanto, novamente, apelaram bastante ao fazer dele um “agente secreto” invadindo a casa do Mandarim. Ele não é James Rhodes (Patriota de Ferro) e muito menos Bond!

mandarim homem de ferro 3

Ao ver o filme, me parece que eles ficaram assustados com Batman 3 e quiseram combater o Cavaleiro das Trevas e o Homem de Aço com um fanservice que encheu a tela com cenas engraçadas, explosivas e impactantes.  Caminho péssimo. Até mesmo O Cavaleiro das Trevas Ressurge viu isso dar errado, ao deixar de fazer um roteiro brilhante como o do segundo filme, para criar um festival de cenas blockbusterizadas.

E por falar em Batman, ok, gostei muito da ideia de colocar a figura do Mandarim como testa de ferro do verdadeiro Mandarim, no entanto… isso já foi usado em Batman! Duas vezes! Uma, claramente, no primeiro filme com Ra’s Al Ghoul e Henry Ducard e depois com o filho de Ra’s em TDKR com Bane e Thalia! A cópia pegou mal, Marvel.

ironman 3 poster

As atuações foram excelentes. Tony Stark estava novamente soberbo, Potts estava incrivelmente Pepper, Ben Kingsley fez muito bem a figura do Mandarim, Guy Pearce como o Dr. Aldrich Killian ficou show e Don Cheadle dispensa comentários no seu retorno a James Rhodes. Nota para a cientista gostosa whatever que estava lá só para distrair o público Maya Hansen (Rebecca Hall).

O final, bem, digamos que foi altamente desnecessário destruir todas as armaduras. Foi jogar o trabalho de uma vida inteira fora. E agora, Sr. Stark? E se em seguida os Chitauri voltassem? E se Thanos chegasse? Essa é outra cena explosiva e de impacto visual que não serve para muita coisa pra história do filme. Em suma, o filme é bom, diverte bastante, mas parece levar a uma tendência perigosa nos filmes da Marvel. Como diria Mussum: isso esta muito “Extremis”.

Que Stan Lee nos proteja.

Trailer:

Por: Dr. M. Barreto

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Once Upon a Time – O Era uma vez como nunca foi, mas deveria ter sido


Conto de fadas once upon a time

“Era uma vez…” (Once Upon a Time…). Quem nunca ouviu algum conto de fantasia como um lobo que persegue uma menina de capuz vermelho, ou uma princesa que encontra seu amor em uma Fera? Não importa se você é adulto ou criança, com certeza você já foi agraciado com algum conto de fadas. Mas diferente do que muitas pessoas pensam, não foi a Disney que criou essas estórias. A maioria das “fábulas infantis” foram criadas pelos Irmãos Grimm, Jacob e Wilhelm Grimm que trouxeram para a linguagem das crianças alguns contos deixando alguns fatos mais “obscuros” de lado e trazendo uma mensagem de esperança. Essa diferença pode ser notada, comparando os dois finais para a estória da Chapeuzinho Vermelho. No final original de Perrault tudo termina com o Lobo devorando a avó e a menina, enquanto no final dos Grimm, a menina e a avó ficam vivas e o Lobo acaba com a barriga cheia de pedras.

No entanto, foram as animações de Walt Disney que mostraram ao mundo estas histórias: Branca de Neve e os sete anões, Alice no Pais das Maravilhas, Pinóquio, entre outros. Recentemente, muitas incursões live action em tom “dark” tem ido ao cinema, sendo consideradas pela maioria “horríveis”.

Contudo, na TV, nem tudo precisaria ser tão “caça-niqueis” e assim surgiu Once Upon a Time. Imagine assim: se tudo o que você conhece sobre os contos de fada fossem reais e se passassem todos no mesmo reino. E agora estivessem acontecendo no nosso mundo? Você acreditaria?

Once Upon a Time é a mais recente série que traz uma nova linguagem, sem perder a essência das fábulas, um novo rumo para todos do Reino Encantado. O enredo gira em torno da Branca de Neve (Ginnifer Goodwin) e seu marido o Príncipe Encantado (Josh Dallas) que após se casarem sofrem uma ameaça da Rainha Má (Lana Parrilla) que promete se vingar de todos do reino e tirar o amor da Branca, onde somente ela, Rainha Má, terá um final feliz. Branca dá a luz a uma pequena menina e nesse mesmo dia a maldição começa a acontecer. Para salvar a vida de sua filha, Branca e o Encantado decidem colocá-la num tipo de armário mágico feito por Geppetto em forma de árvore, transportando-a para o mundo real. Infelizmente a maldição se cumpre e transporta grande parte dos personagens dos contos para o nosso mundo, sem magia, ficando presos em uma cidade chamada “Storybrooke” sem se lembrarem de quem são.

Anos depois, uma bela jovem, Emma Swan (Jennifer Morrison), recebe uma visita um tanto inesperada no dia do seu aniversario de 28 anos. Henry Mills (Jared Gilmore) é um garoto esperto que lê um livro de contos de fadas chamado “Era uma vez”, o qual apresenta a história descrita em nossa sinopse, e acredita que tudo que está ali escrito é real. Ele está em busca de sua mãe biológica, por quem foi entregue para adoção, e finalmente a encontra. Emma é uma mulher que foi abandonada pelos pais e por isso tem certa dificuldade em aceitar a história de que é mãe de Henry, tão pouco acredita na história do livro. Contudo, ela decide levá-lo de volta a sua casa na pequena cidade de Storybrooke. Lá ela conhece Regina Mills (Lana Parrilla), mãe adotiva de Henry e Prefeita da cidade. Agora, após grandes apelos de Henry, Emma decide ficar na cidade para verificar se o menino está bem, mas ao longo dos dias ela confirma que ele é seu filho. Henry então começa sua jornada para convencer Emma de que ela é a filha de Branca de Neve e a única que pode quebrar a maldição.

Once upon a time emma swan

A cada episodio temos um personagem diferente centrado, onde alterna os acontecimentos do presente em Storybrooke e os acontecimentos passados no Reino Encantado, tornando a série dinâmica e sempre resolvendo uma peça diferente do quebra cabeça para entendermos os motivos que levaram a tudo isso.

Seguindo essa linha de flashbacks para compor a história da série, ela fica muita bem escrita não deixando o telespectador confuso, e amarra muito bem os pontos para esclarecer os acontecimentos. As atuações também são (Nota do Editor: Em geral) muito boas, dando destaque a Lana Parrilla (Rainha Má/Regina) que faz um papel impecável (N.E.: Para mim, o ator Robert Carlyle é o melhor ator da série, distinguindo magistralmente Rumpelstiltskin de Sr. Gold. Já a Branca de Neve é uma atriz, além de feia de mais para ser a mais bela do reino, de péssima qualidade).

Once upon a time poster

Criado por Edward Kitsis e Adam Horowitz, Once Upon a Time estreiou no dia 23 de outubro de 2011, na TV americana. No Brasil, a transmissão fica a cargo do Canal Sony (Tv fechada), todas as quintas feira às 21 horas, já contando com uma segunda temporada sendo exibida e provavelmente irá para um terceira.

É uma série que merece ser conferida, tanto se for fã dos contos de fadas originais, quanto da montanha de adaptações nos cinemas.

Por: Patrick Duarte

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Nota do Editor (Dr. M. Barreto): Mais algumas considerações minhas. Assim como aconteceu no mashup de Shrek, a idéia de colocar vários contos de fadas reunidas é divertida, porém no mundo das séries de TV é bastante perigosa. Contudo, o cuidado que a produção teve com os detalhes da história, entrelaçando-a e deixando aqueles velhos contos fazerem sentido, foi genial. Uma pena que para cada ator bom, haja um outro péssimo. Espero que melhore cada vez, pois Magic is Power (Magia é poder!) e dinheiro.

The Walking Dead – 3ª temporada: O policial, o governador e o zumbi


The Walking Dead 3 poster

O titulo é referencia ao clássico de faroeste (western) “O bom, o mau e o feio”. Se a primeira parte da segunda temporada de The Walking Dead foi uma novela mexicana, este inicio da terceira temporada foi cheio de emoção. Ação, drama e tensão fizeram desta a melhor fase do seriado.

Finalmente, os roteiristas de TWD entenderam que seguir a HQ é uma ótima maneira de manter a qualidade da história. Embora, é claro, os quadrinhos sejam um tanto quanto “infantis” (SPOILER HQ! Exemplo: Carol sendo morta por sua amiga), em certos momentos, carecendo de realismo, a série supri bem essa parte na terceira temporada.

Cabe aqui dizer que a passagem de tempo fez muito bem ao grupo de sobreviventes. Sobre a liderança autoritária de Rick Grimes (Andrew Lincoln), finalmente o grupo está coeso, tornando-se uma família. Ao adentrar e limpar a cadeia, tamanha a semelhança com a HQ, ficamos tensos com quem será mordido e como se dará a adaptação para a telinha. Feito de forma tão apropriada que até quem não leu o original, fica igualmente nervoso.

Infelizmente Daryl (Norman Reedus) ficou apagado da série, mantendo o posto de braço direito de rick, contudo o personagem mais carismático do seriado plantou bem uma sementinha. Carl (Chandler Riggs) está sendo o melhor personagem da série, sem dúvida. Uma atuação bem expressiva, com momentos que mostram que não há mais lugar para a inocência da infância. Justamente, o que preocupa Lori (Sarah Wayne Callies) em relação a seu bebê que está por nascer. Glenn (Steve Yeun) e Maggie (Lauren Cohan) continuam juntos e são os mais felizes do grupo. Hershel Greene (Scott Wilson) toma o lugar de Dale como mentor perneta do grupo, cuidando de sua filha Beth (). T-dog e Carol continuam dispensáveis como antes. Aliás, a sangrenta cena de Carol aprendendo a fazer partos foi dispensável. Não é por nojo, mas a transmissão também não se dá por via sanguínea? Errinhos bobos.

the walking dead governador

Já do outro lado da cidade, em Woodbury, vemos a puta doente Andrea (Laurie Holden) e sua protetora Michonne (Danai Gurira) tentando sobreviver ao teto do Governador (David Morrissey). Este está muito mais crível do que na HQ. Nesta, o Governador era apenas um bronco sem nenhuma habilidade de liderança. Na série, ele é um populista de fala macia e atitudes firmes, é alguém que podemos acreditar que seria o líder de uma cidade pós-apocaliptica. Merle Dixon (Michael Rooker), o personagem mais superestimado da série, reaparece para mostrar que ainda é um idiota, mas agora capitão e sem uma mão.

Os episódios foram muito intensos, com poucas barrigas (aqueles momentos desnecessários de “encher de linguiça”). O encontro com os prisioneiros e o confronto com estes foi bem dinâmico e ficou até melhor do que a HQ em certos pontos. A cena da invasão de zumbis na prisão e suas consequências foram também bem abordadas, diferente da HQ onde ela acontece depois e não tem muita relevância no final das contas.

O confronto final do grupo de Rick e Michonne contra os Woodburianos foi bem divertido, com direito a cenas reescritas que ficaram bem interessantes (a luta de Michonne e o Governador) e outras muito ruins (Governador e Maggie). Tyreese (Chad Coleman) e um pequeno grupo (mais carne para zumbis) é recebido na prisão por Carl que os guia a segurança e mostra quem é que manda.

Saldos da Guerra? Os dois da “cota-racial” sobrando foram embora, os irmãos casca-grossa vão sofrer um pouco, uma das duas putas do seriado se foi, a outra deve tomar as vezes de uma personagem da HQ, Tyreese chegou para abalar e o confronto da segunda metade da terceira temporada promete ser épico. Governador x Rick: Só pode haver um!

A terceira temporada retorna em 10 de fevereiro, os irmãos Dixon terão um jogo de tiro e na proxima vez que falar de TWD será sobre o game que foi simplesmente EXCELENTE

Por: Dr. M. Barreto

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Samurai X – O filme: O retalhador também conquista no cinema


samurai x kenshin himura

O tão aguardado filme do Samurai X (Sim, porque é assim que todos nós o conhecemos, ao invés de Rurouni Kenshin) veio cheio de especulações, empolgando a cada imagem e trailer, contudo por historicamente termos algumas decepções com os live actions, a desconfiança era inevitável. Mas o que definitivamente acalmou os ânimos foi o fato de o filme ser produzido no Japão, inclusive tendo como um dos roteiristas, Nobuhiro Watsuki  criador do mangá. A excelente bilheteria até garantiu a vinda do filme para as locadoras brasileiras em breve pela Focus.

No Brasil

A história do “samurai” Kenshin Himura originou-se uma legião de fãs consideravelmente grande no Brasil, mesmo com os cortes/pulos/paradas que o anime teve ao exibido na TV aberta por aqui em 1999. Com todo este amor por essa obra ao redor do globo, o diretor Keishin Ohtomo não deve ter tido um trabalho fácil na adaptação. E o resultado? Bom, começaremos por partes, e irei tentar não soltar nenhum spoiler.

A história

Rouroni Kenshin – o filme, começa semelhante ao anime, no entanto coloca a guerra pela instauração da Era Meiji, na qual o protagonista lutou a favor, como fisgada. Ao final dos combates, Kenshin abandona toda a sua vida como Retalhador Battousai (Hitokiri Battousai) prometendo nunca mais assassinar ninguém. Depois de uma década andando como um andarilho (Rouroni), ele conhece Kaorou, mestre de um dojo no estilo Kamiya Kashin. Kenshin a salva de um assassino Jin-E Udou que estava na procura Megumi Takana, uma médica que trabalhava na fabricação de ópio para Kanryuu Takaeda, contrabandista de ópio da região, mas tinha fugido em virtude de tamanha crueldade que vira a drogar causar. Jin-E reconhece kenshin dos tempos antigos de assassino, e começa a persegui-lo, assim como Kanryuu, afim de que ele volte a ser o Hitokiri Battousai. No Decorrer da trama, Kenshin faz amizade com, Yahiko Myoujin um garoto órfão descendente de Samurai que é o único aluno de Kaorou no dojo, e Sanosuke Saraga um valentão que está quase sempre procurando brigas e vira amigo de Kenshin em uma luta entre os dois.

O enredo então segue fielmente ao anime. Deixando poucas pontas soltas ou aqueles detalhes que são compreendidos só por fãs. Isso é bom, porque atinge em massa várias pessoas que tiveram pouco ou nenhum contato com samurai X, ninguém se sentirá perdido na história. O Filme tem 2 horas de duração, isso pode ser tanto uma benção como uma armadilha, mas o Samurai X soube aproveitar o tempo com o enredo proposto, dividindo entre cenas tensas de diálogo e de ação. Essa última, sem dúvida teve um capricho grandioso dos coreógrafos, pois são cenas rápidas, mas precisas em cada movimento, e eu particularmente gosto de algumas cenas do Jin-E.

Interpretação

Samurai X 3

Os atores foram relativamente bem no geral. Sato Takeru cumpriu com êxito a sua interpretação como o principal protagonista (Kenshin), e teve uma boa evolução no filme. No começo senti que ele era seria fraco, mas no decorrer do filme, entre os diálogos de Kenshin com Kaorou, ou com Goro Fujita como exemplo mostram uma boa postura por parte dele.  Goro Fujita é outro personagem bem elaborado e bem feito, a dúvida e o sentimento de estar deslocado na era Meiji, fazem-no interessante. Kanryuu está desprezível, não em sua interpretação, mas com o seu personagem. Ele é provavelmente um vilão que você adoraria socar por várias horas, fazer um break pro almoço e voltar a soca-lo até consertar aqueles dentes (ou arranca-los), e se possível cortar aquele cabelo direito. Contudo, achei que a Kaorou da Emi Takaei foi um pouco falha, mais pelo roteiro do que por ela. Isso porque Kaorou e Yahiko fazem pontas engraçadas no anime e no manga, para às vezes extravasar toda a tensão existente nos confrontos pessoais de Kenshin, porém no filme, isso praticamente inexiste, e quando são feitas não são muito engraçadas. Sanosuke teve um peso considerável de participação no filme, mas por se tratar de um grande amigo do Kenshin, acredito que poderia ter tido mais diálogos entre os dois. Porém nenhum desses fatores é um agravante sério que desmereça seus atores e roteiristas, e quem se sentir um pouco incomodado com a interpretação, pode não estar acostumado com o cinema japonês, que, diga-se de passagem, é muito bom.

Caracterização

Em relação ao figurino, todos os trajes estão excelentes se não são iguais, e lembram muito ao dos personagens da série. Jin-E tem um toque que eu gostei bastante, assim como claro, o Sanosuke e sua Zambatou. Os cenários são muito bonitos, sobretudo o Dojo da  Kaorou. Não tem muitos efeitos especiais, e nem é necessário o uso de muitos, o pouco que foi utilizado, foi muito bem empregado nas lutas principalmente, e não deixou o filme com cara daqueles trash movies.

Trilha Sonora

A trilha sonora, aqui, já é uma questão de discussão. Eu acredito que a trilha sonora seja boa, porém ele é bem pouca utilizada. Em alguns momentos entre Kenshin e Kaorou faltou um bom clima que poderia ter sido facilmente resolvido com uma boa melodia. Ou também poderia ter uma boa trilha para aquela conversa entre Kenshin e Yamagata. Porém mesmo com uma falta de algumas faixas, a trilha sonora foi boa, essencialmente o tema de Kanryuu, que parece até te ajudar a entrar naquele clima de ambição, luxo e poder (e a querer espancar a cara dele também).Samurai X

O que eu posso dizer é que esse filme é um grande presente para os fãs de Samurai X e uma porta para outros que poderão ser. A qualidade e o carinho andaram juntos na construção do filme, o respeito pelos fãs foi mantido e assim, desse jeito, foi produzido algo que nós queríamos ver em outros live actions. Talvez esse filme seja o chute inicial, assim como foi com Homem-Aranha de Sam Raimi, para iniciar as adaptações bem sucedidas de animes e mangás. Quem sabe? O que eu posso dizer agora é só que esse é um filme muito bom e tem muito potencial para futuras sequencias e que se continuar com esse compromisso e dedicação, será aprovado sempre.

Por: Pedro Nakamura

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Nota do Editor: Bem vindo ao Heroi X Predo! Quero deixar aqui minhas opiniões: 1. No começo do filme, o Kenshin era interpretado como um retardado mental. 2. O roteiro tem algumas pontas soltas como a história do falso Retalhador. 3. Relmente o moleque e a Kaoru ficaram bem apagados e até irritantes. De resto, gostei das lutas e da “fidelidade” a história original.

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Fringe – A série que fundiu LOST e Arquivo X


fringe abertura

Fringe é uma série complexa. Não é o tipo de série que cai no gosto do público geral com facilidade, contudo, produz uma legião de fãs que é fiel e poderosa. Não é à toa que Walter Bishop, Peter Bishop e Olivia Dunham se tornaram meus personagens preferidos das séries atuais, sendo a análise escolhida para ser a primeira do ano! Bem vindos ao Heroi X 2013!

Nascida da vontade de J.J. Abrams dar vida a seus devaneios não utilizados em LOST, o fã de Arquivo X, criou personagens e enredos envolventes com o ar de mistério e respostas tão inteligentes quanto inventivas para seu Fringe. Não fez isso sozinho, Roberto Orci e Alex Kurtzman, também roteiristas do Star Trek de 2009, foram co-criadores.

A partir daqui, SPOILERS a cada esquina. Vou separar por temporada, assim ficará mais fácil a leitura.

fringe poster

Primeira temporada

Quando uma série de casos conhecidos como O Padrão começa a surgir, o agente Broyles (Lance Reddick) precisa criar um grupo de resposta. Ao ver o poder intuitivo e firme da agente Olivia Dunham (Anna Torv), ele a chama para liderar a equipe. Contando com a ajuda do gênio (QI 190), malandro e astuto Peter Bishop (Joshua Jackson, o Charlie Conway de Os Super Patos/Nos Somos os Campeões), eles retiram o pai deste, o gênio (QI 196) Walter Bishop (John Noble, o regente Denethor II em O Senhor dos Anéis), de um sanatório. Dr. Walter se mostra por dentro da maioria dos casos Fringe por um motivo muito simples: Ele criou a tecnologia que cria os casos bizarros.

Ora, o que tem de tão bizarro nos casos? A abertura responde!

Não bastasse isso, as investigações sempre levam à empresa multinacional Massive Dynamics, cujo dono Willian Bell, era amigo e parceiro de Walter quando jovens. Ela é dirigida no momento, já que Bell sempre se encontra ausente, pela misteriosa (e ainda mais com sua mão robótica) Nina Sharp.

Quer mais? Então vamos lá: Walter é um gênio louco, que tem a capacidade para resolver quase qualquer evento da divisão Fringe, não fosse por sua obcessão por LSD e bastões de alcaçuz. Um exemplo é que ele erra o nome de sua ajuda Astrid (Jasika Nicole) de todas as maneiras que se é possível (Astro, Aspirin, Afro e por ai vai). Peter é um ex-fugitivo e golpista com tendências a herói. Olivia é uma verdadeira guerreira com sentimentos de mulher, além de ter sido cobaia da droga Cortexiphan de Walter quando era criança, fato que ela bloqueou por muitos anos, e agora lhe dá alguns poderes latentes.

Não bastasse isso, um homem (ou grupo de homens) branco, careca e de terno preto aparece e observm eventos importantes (e muito deles, eventos Fringe) através da história, sendo por isso conhecido como Observador. Quem ou o que é, qual sua importancia? Só vendo pra entender.

A história da primeira temporada culmina com a tecnologia suprema de Walter: Uma máquina capaz de deslocar massas e energia entre Universos Paralelos! E não podemos esquecer da participação especialíssima, diretamente saído de sua aposentadoria, Leonard Nimoy, o original Sr. Spock, fazendo o papel do gênio, bilionário, playboy e egocêntrico Willian Bell.

A estrutura dos episódios é o mais interessante, pois ela te dá de inicio uma situação-problema (em geral, o evento Fringe da semana) e a partir dele, temos Walter trabalhando numa solução (ou buscando algo perdido na sua memória/ guardados), Olivia agindo para prender o suspeito com a ajuda de seu ex-parceiro Charles Francis, enquanto Peter decodifica os devaneios do pai e o ajuda a progredir no caso, quer seja com sua inteligência, quer seja com seu lado impetuoso. O trio formado é se encadeia de forma perfeita para manter o ritmo da série.

fringe poster elenco cast

Segunda temporada

Vamos mais a fundo nos eventos da primeira e nas pontas que foram deixadas em aberto. Olivia desenvolve seus poderes do cortexiphan, descobrimos a verdadeira origem de Peter, sabemos até onde Walter foi com seus experimentos e vislumbramos o outro lado.

Terceira temporada

Um conceito: Universo contra Universo. Divisão Fringe x Divisão Fringe. Walter x Walternativo. Olivia x B-Olivia. Um Peter.  Lembra muito o conceito de “Mirror Mirror”, episódio 2×04 de Star Trek: Original Series (STOS).

Quarta Temporada

Um terceiro universo se forma. Agora cabe aos dois lados lutar contra um inimigo em comum, enquanto um antigo aliado tenta retornar da não existência. O legal desta temporada é que ela reapresenta situações e eventos Fringe da primeira temporada, alguns sob uma ótica muito diferente, estilo “E se…”.

Quinta Temporada

Retirado diretamente de um episódio especial da quarta temporada, um ditadura de observadores se instaurou no mundo e somente a divisão Fringe pode acabar com esta ameaça.

Fim dos SPOILERS

Resumindo, a série é um deleite para quem gosta de conceitos de física aplicada, biologia, ficção cientifica, séries investigativas, histórias e mistérios inteligentes. O Series Finalle foi em 18/01/2013, então você poder iniciar ou reiniciar a ver a série, já sabendo que o final vale a pena (nessa série do JJ Abrams não existe “ou não” como foi em LOST, a menos que seja no universo paralelo…).

ATUALIZAÇÃO:

O final é incrível, ainda que simples. Foi um fechamento digno da série, mantendo o mesmo tom dos episódios semanais, só que dez vezes mais dramático!

Por: Dr. M. Barreto

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o hobbit capa desenhada filme

Sem dúvida, 2012 foi o ano dos nerds. Os Vingadores, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Os Mercenários 2 e por último, e com certeza, não menos importante: O Hobbit.

Uma Jornada Inesperada veio para matar a saudade que os “old nerds” tinham da trilogia O Senhor dos Anéis e para apresentar a Terra-média aos “new nerds”, sendo o responsável, junto com as películas citadas acima, do aumento da nossa raça.

E da mente do nerd supremo, J.R.R. Tolkien, O Hobbit foi concebido e, novamente, Peter Jackson nos fez novamente o milagre de transpor o universo criado pelo mestre em seus livros para o cinema. Se na trilogia do anel, o trabalho de PJ era condensar ao máximo as mais de 1200 páginas de um conteúdo denso e altamente descritivo, agora em O Hobbit seu trabalho era justamente ao contrário: alongar, densificar e integrar as menos de 300 páginas de pontas soltas e aventuras rápidas.

Em Uma Jornada Inesperada, Peter Jackson conseguiu realmente me tirar o fôlego. Assim como na trilogia anterior, a estase criada por Tolkien, em que os personagens faziam tudo sem pressa e ficavam dias e dias descansando, foi substituída por momentos de urgência e tensão que levavam os personagens e os expectadores ao limite das emoções.

SPOILERS abaixo.

Gandalf poster

Numa toca no chão vivia um hobbit…

A cena de abertura, mostrando como se deu a queda de Thrain e da cidade de Erebor na Montanha Solitária já mostrou que o filme teria várias incursões ao passado, com batalhas épicas e cenários incríveis. Chegando ao Condado, vemos um dia muito lembrado por nós: o aniversário de Bilbo (Martin Freeman), quando ele começa a escrever o livro vermelho. A introdução de Frodo (Elijah Wood) nesta parte criou um belo vinculo com a abertura de A Sociedade do Anel, revivendo toda a emoção das 11 horas (na versão extendida) da trilogia anterior.

As cenas do condado foram tão cômicas quanto descritas no livro. Me fez falta somente a hospitalidade de Bilbo e a fala de que a pequena abertura pela qual teria que passar “parecia até muito grande” que foram perdidas na transposição, porém sem grandes problemas. A cena dos trolls também foi muito boa, mostrando a diferença dos bobalhões anões do livro para os anões guerreiros Gimli-like.

The Hobbit Gollum

O mundo mudou…

O mago castanho, Radagast (Sylvester McCoy), fez sua primeira aparição cinematográfica e foi uma das adições que mais importam para a subtrama do Necromante. Em resumo: Gandalf (Sir Ian McKellen) deixa os anões em certo momento do livro e isto é explicado por uma luta contra certo poder das trevas personificado no Necromante, embora isso seja apenas citado, é uma parte fundamental da Guerra do Anel, pois mostra que a força de Sauron já estava aumentando. Assim sendo, Peter Jackson e os roteiristas tiveram a grande ideia de levar isso ao filme e usar também como desculpa para juntar em Rivendel (ou Valfenda), o dono da ultima casa amiga Elrond (Hugo Weaving), lady Galadriel (Cate Blanchett) e o mago branco, Saruman (Christopher Lee) num conselho para ver os destinos dos habitantes da Terra-média.

Cabe aqui explicitar o que disse acima: o trabalho em O Hobbit era não somente transpor o livro para o cinema, pois este foi escrito para ser singular e não integrado a algo maior, mas também, justamente, integrá-lo à trilogia do anel e mitologia do Silmarilion e Contos Inacabados.

Para aumentar a fluência da história, colocar aquele que teria sido morto na tomada de Moria, o rei orc Azog (John Rawls) para caçar Bilbo e os 13 anões foi genial, pois originalmente ele havia sido morto pelo anão Dain. Isso deu um ritmo frenético e garantiu grandiosas cenas de luta pessoa a pessoa que faltavam no livro. Gandalf d’O Hobbit era muito mais um “mago de truques baratos” como o próprio diria e PJ soube transpô-lo como um Istari deve ser: poderoso e imponente. O motivo da jornada ficou muito mais poético: não apenas uma busca por um tesouro perdido, mas o desejo de retomar a casa dos anões.

o hobbit uma jornada inesperada

Da frigideira para o fogo

Agora, nem tudo são flores. Os anões, infelizmente, foram mal apresentados. Não somente por culpa da equipe de roteiristas/diretores e produtores, mas pelo próprio Tolkien não ter dado muita personalidade a cada um deles. Diferente do que conseguiu fazer com Aragorn, Gimli, Legolas, Boromir, Merry e Pippin, entre outros, Peter Jackson não conseguiu caracterizar tão bem os anões. Thorin escudo de carvalho (com direito a cena que mostra como ganhou o sobrenome) ficou bem caracterizado, assim como Kili (o anão de rosto bonito que “substituiu” Orlando Bloom como galã), Bombur (o gordo), Ori (o retardado), Nori (o incompetente), Dwálin (o durão) e Bálin (o velho leal). Os outros (Fili, Oin, Bifur, Bonfur, Dori e Glóin) são apenas citados. Como eu disse no twitter: uma história de sete anões e mais seis.

Os Orcs dos túneis ficarão muito estranhos também. Totalmente diferente dos orcs da trilogia original e com caras plásticas demais. Diferente dos orcs seguidores de Azog que ficaram bem legais. Gollum também ficou mais “animado” do que o normal, embora não chegue a ser um problema (pô, ele tava feliz com o precioso dele né?), sendo que foi realmente um belo pré-climax para o filme. Agora o que não gostei foi do desfecho da charada final, em que Bilbo pedia tempo e acabava respondendo sem querer (genial) e não Gollum que dava a resposta num ato falho (altamente fail).

O reconhecimento de que Bilbo era um membro importante da companhia, feita originalmente após a parte das aranhas, foi muito bem antecipada para o final do filme, criando um clímax que é, indiscutivelmente, digno de ser aclamado e que emociona a todos. Realmente mais um filme para ser visto e revisto. E que venha o que nos prometeu a última cena: A Desolação de Smaug!

Salvas de palmas extras:

  1. A música dos anões sobre a Montanha virou hit;
  2. A guerra dos Gigantes de Pedra foi incrível;
  3. Elijah Wood não é um Hobbit, é um Elfo! Esse cara não mudou nada em 10 anos! (tá, emagreceu um pouco);
  4. Gandalf e suas borboletas… marcas do cinema;
  5. Se um Dragão fez tudo aquilo na cidade dos anões… Eu tive medo à posteriori pelo que um Balrog faria com sociedade do anel!

Por: Dr. M. Barreto

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